Carros de som ridículos, tocando músicas rídiculas, parodiadas ridiculamente, fazendo propaganda de pessoas sem caráter, que jamais seriam capazes de representar uma massa de semelhantes, por menor que ela seja. E tudo isso logo cedo, de manhãzinha, e se prolonga até as 6h da tarde. Enche o saco.
Logo, logo, vão começar os comícios e toda aquela palhaçada daquele bando de ambiciosos.
Com isso, vem as carreatas. Produto de uma mente endemoniada, que iludidamente acha que isso vai de alguma forma influenciar no resultado do grande ritual de ''cidadania''; aquele ao qual todos os brasileiros deveriam se orgulhar. As carreatas só servem de útil aos donos de postos de gasolinas, que riem e escarneam daqueles pobres ignorantes que desperdiçam seu tempo, dinheiro e ouvidos com tal estupidez.
E com isso começam as discussões bestas, fúteis, brigas e pancadarias sem NENHUM motivo ou razão que valha o sangue perdido. Se os dois candidatos quisessem mesmo o que dizem querer fazer, não havia intriga. Se ambos quisessem ajudar num futuro melhor para o país, sentariam, discutiriam todas as possibilidades e decidiriam qual a melhor para seguir. Assim, os dois partidos agrupariam forças para botar o país pra frente. Isso seria cidadania e responsibilidade social. Mas não, eles não querem isso. Tudo em que estão interessados é no dinheiro e poder. Daí começam a brigar por ele.
Chega a ser surpreendente o que o ser humano faz por ganância. Chegam a se dizer pessoas de personalidade completamente inversa a sua, prometer a várias pessoas necessitadas ajuda e soluções aos seus problemas, juram fazê-lo até que sua alma sangre, enchem corações de esperança, candidatam-se a um posto no governo federal que deveria ser para pessoas que verdadeiramente querem ajudar e usar de compaixão para isso, e quando chegam lá sentam numa poltrona e ficam tomando vinho e champanhe, assinando documentos que tiram o dinheiro público e o desviam para uma conta secreta na Suíça.
Odeio época de eleição. Odeio de todo meu coração.
E o pior de tudo: sempre acontece perto do meu aniversário.
É deprimente.



Fé na humanidade é inversamente proporcional ao tempo de exposição ao período político.
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